Pois, esta também. Parece que não vamos escapar a muita coisa a partir de 27 de Janeiro (1). E o que está a acontecer? O vento sopra muito forte, chove torrencialmente de vez em quando e só vai parar amanhã de manhã. Aí teremos um dia de tréguas, e no domingo estará de volta. Dizem.
Será este o efeito da sexta-feira 13?
Não sei o que se passa com estes deuses do tempo, mas acho que precisam de tomar os seus medicamentos. Isto tem acontecido desde meados de janeiro, com aquele adorável golpe da Kristin no dia 27, e parece que não vai parar.
O vento tem em mim o efeito de produzir uma quantidade desnecessária de adrenalina. Acho esta sensação muito desagradável. O pensamento de que alguns dos nossos telhados ainda estão unidos apenas por telhas velhas, plástico e espuma de construção também não me acalma muito.
Por vezes há tempestades no Inverno. Claro. Geralmente são irritantes, nada mais. No dia seguinte, já passou. Em 2013, tivemos uma forte, que também durou bastante tempo, mas limitou-se a uma noite e um dia. Em 2017, tivemos o furacão Leslie, que foi assustador, mas durou apenas algumas horas com ventos fortes de ambos os lados. Depois, pode começar rapidamente o trabalho de recuperação, e isso também tem um efeito curativo na sua mente. Agora estamos a contar os dias. Já lá vão 18 dias, a contar da Kristin.

Estou a tentar secar o resto da água no chão da casa de banho; já baixou bastante.
Varro aqui e ali, dou uma vista de olhos lá para fora e vejo o teto da varanda da Casa Elefante perto da porta, meio enrolado e a abanar. E o painel solar acima também. Ai, isso é pior! Um suporte partiu-se. Ontem quase não havia vento, mas nem me lembrei disso. Estava ocupado com os tetos da Casa Principal e a contar as telhas partidas para o seguro.
Bati à porta do Broes – ele tinha voltado para a cama porque não podíamos fazer mesmo grande coisa, e por causa da nova tempestade, as coisas ficaram um pouco agitadas ontem à noite. “Desculpa, Broes, temos outro pequeno problema. Parte do telhado da Casa Elefante voou e está a balançar, mas pior: o painel solar também. Precisamos de subir para o telhado.”
O vento não está fortíssimo, pelo menos, para uma sexta 13!
Pensei: eu vou lá subir, porque o facto daquele pedaço do telhado ter voado até é uma coisa boa. Sou a mais leve e não é longe para aqui, por isso… mas o Broes empurrou-me para o lado: “Nem pensar.” e subiu para a escada. Lá em cima, levantou uma telha … “O que estás a fazer???”

“Não vou subir a este telhado, preciso de apoio para os pés, certo? Toma!” E empurra a telha na minha direção. Claro que também subo, com uma corda comprida que – claro – está toda emaranhada. As cordas e os fios emaranham-se sempre, especialmente no momento mais inoportuno. São uns bichinhos desagradáveis.
Por sorte, o Broes tinha uma faca. Há! Amarrámos o painel firmemente com cinco pedaços de corda diferentes. Se um raspar nas arestas afiadas, os outros têm de assumir o controlo. Espero. O telhado partido cede facilmente, arrancamos os pedaços restantes e amarramos o resto com corda também. A única opção para já.
E enquanto trabalhamos, o sol brilha. Ainda vento – o vento não se cansa. Vai stressar noutro lugar, vento, aí também podemos.
Somos completamente farto, fanfarrão. Deixa-nos em paz, por favor
(1) Na noite de 27/01 passou a Kristin, violenta e barulhosa. Estamos a safar-nos por pouco, comparados com outras vítimas. Milhares de pessoas foram retiradas, telhados inteiros foram arrancados, Leiria parece uma zona de guerra. Montemor-o-Velho está inundada e um dique perto de Coimbra ruiu. Depois tinhámos uma visita de Leonardo, Martha, Nils e Orlana, e antes Ingrid.
.
(Aviso: estou um pouco cansado desta coisa das palavras-chave e da ditadura do Google. Por isso, aqui estão elas, e também espero pela inteligência da IA este assunto que ainda sejam encontradas e lidas, mas que não tenha de me forçar a usar os termos certos no título e nos cabeçalhos. #sexta13 #consequênciastempestade #Portugal )
Nos mudámos em 2000 de Roterdão, Países Baixos, para Termas-da-Azenha, Portugal. Começámos a restauração uma das heranças culturais portuguesas: Termas-da-Azenha, um antigo spa. Vai encontrar mosaicos e pinturas em todos os lugares. Desde Covid alugamos normalmente aos inquilinos, para um longo período de tempo.
Todas as semanas, um pequeno blog sobre o que está a acontecer ao nosso redor. Uma leitura fácil. Uns minutos noutro mundo. Um pouco sobre o que se passa em Portugal.
Nos fins-de-semana publicamos o na nossa página do Bluesky, Facebook, Pinterest e Instagram.

Pingback: Seguro e outras coisas - Termas-da-Azenha