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Eletricidade cara

Temos aqui três ligações de eletricidade e vinte e cinco painéis solares. Instalados há alguns anos, parecia uma boa oferta da EDP: paga-se a instalação em cinco anos e, entretanto, pode-se começar a usar a energia solar imediatamente.

A eletricidade é cara aqui, por isso pareceu valer a pena

A EDP é a antiga empresa estatal; iniciou a primeira ronda de privatizações em 1997, concluída em 2011. Como resultado, tornou-se uma empresa comercial que enfrenta agora a concorrência de cerca de vinte empresas de electricidade. A infraestrutura está atualmente nas mãos da E-redes, o que também representa uma grande mudança.

Já tivemos experiências com algumas das outras empresas, sendo a da Endesa a pior. Parece que todas as empresas enviam contas o mais confusas possível, mas a Endesa ganhou mesmo o primeiro prémio.

Aconteceu não recebermos nenhuma fatura durante meses e, de repente, uma fatura absurdamente alta.

Como costumo autorizar um débito direto – há alguns anos, durante a época alta, não me apercebi de imediato que nada estava a ser debitado. Só em Setembro, com uma factura que facilmente chegou aos dois mil euros, é que apanhei um susto.

Esses tempos acabaram, e a concorrência teve um papel importante nisso. Ao longo dos anos, aprendi que é preciso ter cuidado, porque ingenuamente assumia que estas empresas sabiam o que estavam a fazer e que enviariam uma fatura todos os meses, além de a debitarem automaticamente da minha conta.

Vale a pena analisar as contas!

Acabei de receber a minha fatura da luz e acredito que paguei pela luz do sol, a luz da lua, pelos postes de iluminação, pela luz da minha vida, pela velocidade da luz, pela luz do Espírito Santo e pela luz ao fundo do túnel.

Tarifa diária por cluster específico, descontos não especificados de alguns cêntimos, tarifa por quilowatt-hora com uma percentagem de IVA diferente… é um estudo, mas agora já sei o que observar. A tarifa diária não é muito importante.

A tarifa por quilowatt-hora, sim. Esta sim pesa no bolso

Além disso, claro, há o pagamento dos painéis solares. Será que funcionam mesmo? Necessitam de um inversor e internet. Aí sim, temos o problema, porque se a energia acaba – o que ainda acontece com frequência, mesmo que seja apenas por um minuto ou dois – e com bastante frequência e por longos períodos durante o mês tempestuoso anterior, a internet também cai, naturalmente.

Temos um UPS, mas é apenas para emergências; a bateria dura no máximo meia hora. Depois do apagão, tem de estar sempre a carregar em botõezinhos no quadro elétrico para restabelecer a comunicação. É tudo muito maçador.

A energia solar não está discriminada na fatura. E não recebe absolutamente nada em troca – portanto, um esquema de compensação energética nem sequer existe aqui. Uma vez, perguntei a uma assistente do call center sobre isso. Ela encolheu os ombros e disse: “Pode tentar…”

(Não podem dizer nada negativo nesses call centers, percebe? Isso não está no guião.)

Enfim, voltamos a ter energia e, apesar do apagão e dos painéis solares, continuo impressionado. Como é possível?

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(Aviso: estou um pouco cansado desta coisa das palavras-chave e da ditadura do Google. Por isso, aqui estão elas, e também espero pela inteligência da IA este assunto que ainda sejam encontradas e lidas, mas que não tenha de me forçar a usar os termos certos no título e nos cabeçalhos. #electricidade #Portugal #painéissolares )

Nos mudámos em 2000 de Roterdão, Países Baixos, para Termas-da-Azenha, Portugal. Começámos a restauração uma das heranças culturais portuguesas: Termas-da-Azenha, um antigo spa. Vai encontrar mosaicos e pinturas em todos os lugares. Desde Covid alugamos normalmente aos inquilinos, para um longo período de tempo.

Todas as semanas, um pequeno blog sobre o que está a acontecer ao nosso redor. Uma leitura fácil. Uns minutos noutro mundo. Um pouco sobre o que se passa em Portugal.

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