Entrar na fila direitinho, esperar pela sua vez – sem problemas, porque havia três guichés abertos, com funcionários e tudo. Que maravilha! Desci do Flixbus a correr para a estação de comboios.
Tornei-me fã do Flixbus rapidamente
Foi uma descoberta do meu sobrinho Bart, que me veio visitar em Novembro para ajudar. Não, espera lá, na verdade foi uma descoberta da minha amiga Anja, que geriu uma pousada em Coimbra durante anos e sabia TUDO sobre como fazer o quê onde, como lá chegar e porquê. As anfitriãs de cinco estrelas sabem disso. (No campo, os hóspedes portugueses chegavam sempre nos seus próprios carros, os campistas também obviamente, e os outros turistas tinham carro alugado, por isso a gente não precisava de saber isso.)
Se voar para o Porto, é um pouco mais complicado do que para Lisboa. O aeroporto da capital fica praticamente no centro da cidade, pelo que a viagem até à estação de comboios demora no máximo 10 minutos de autocarro ou táxi. No Porto, é preciso apanhar primeiro o metro, fazer transbordo para outro metro, depois caminhar até à estação de comboios e, geralmente, mais um transbordo. Mesmo sendo nativa, acho o metro complicado com todas aquelas cores.
A Anja respondeu à minha pergunta: “Sim, muito fácil! Vire à direita ao sair do avião, diretamente para o autocarro, está sinalizado, basta consultar o site deles.” E realmente é fácil, e está mesmo sinalizado! Uau! Também saem bem cedo, porque, apesar de toda a comodidade, ainda é preciso chegar a horas, ao aeroporto. Assim, estou em Coimbra às 6h45, onde estão à espera para partir vários autocarros azuis (Rede Expressos) e verdes (Flix). Agora só falta descobrir como entrar.

Por pura tolice e antiquadamente, imprimi tudo o que recebi por e-mail, pelo que sou a única pessoa ali a acenar com uma pilha de folhas A4. O Humano Moderno pega no telemóvel, clica algumas vezes, coloca-o debaixo do telemóvel do motorista e consegue embarcar. “Isto não serve como cartão de embarque; recebeu um e-mail com o cartão de embarque”, diz o motorista, franzindo o nariz para as minhas folhas A4 (ainda é cedo), mas felizmente ele ajuda-me, porque, mesmo sendo fácil, é preciso seguir as regras.
“O seu nome?”, pergunta, e percorre toda a lista de passageiros no telemóvel. E lá está o meu nome, por isso consigo entrar. No aeroporto, volto a mim e mostro o meu cartão de embarque no telemóvel para abrir o portão, por isso não sou tão burra e velha como possam pensar. Devia ter baixado o aplicativo da Flix. Como é que eu ia saber? Não mencionaram isso no site. Talvez porque toda a gente reserve pela aplicação no telemóvel mesmo.
Para além da Flixbus, existem também a Rede Expressos e a BlaBla Car Bus
Esta última opera apenas uma vez por dia, ao que consegui apurar, e a Rede Expressos opera com a mesma frequência que a Flixbus. Todas custam praticamente o mesmo e oferecem praticamente as mesmas coisas, com a diferença de que, na Flixbus, por mais uns euros, pode também reservar o lugar ao seu lado. O que, claro, fiz imediatamente. Se quiser saber tudo sobre viagens de autocarro, basta clicar aqui.
Certo. Toda esta facilidade online é ótima, mas quando chego a correr à estação de comboios, fico feliz por ver que os guichés estão abertos e que há pessoas a atender. Não preciso de perder mais tempo à procura de uma máquina que me venda um bilhete para Bifurcação de Lares. Já faz um bom tempo que estou à espera.
Ao meu lado, no guiché, um casal rechonchudo com malas grandes tenta comprar um bilhete para Coimbra-A, a estação terminal no centro de Coimbra. Está em remodelação e já não funciona. Os autocarros tomaram conta do transporte. A atendente aparentemente fala pouco ou nenhum inglês, e quando me apercebo disso, e já consegui o meu bilhete, inclino-me para eles e digo: “Coimbra-A está fechada, já não dá para ir de comboio. Podem apanhar um autocarro ou um táxi.”

A mulher olha para mim como se eu cheirasse a cocó. O homem parece-se tanto com a sua mala de rodas que automaticamente não se tenta falar com ele, por isso acrescento apenas: “Eu apanhava um táxi, é o mais fácil.” E depois desta boa ação mal recebida, saio apressadamente. Dou uma risadinha enquanto passam por mim depois, resmungando sobre os portugueses e os transportes públicos.
“Provavelmente americanos”, penso para mim. Peço desculpa se isto se revelar um preconceito.
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(Aviso: estou um pouco cansado desta coisa das palavras-chave e da ditadura do Google. Por isso, aqui estão elas, e também espero pela inteligência da IA este assunto que ainda sejam encontradas e lidas, mas que não tenha de me forçar a usar os termos certos no título e nos cabeçalhos. #Flixbus #RedeExpressos #comboio )
Nos mudámos em 2000 de Roterdão, Países Baixos, para Termas-da-Azenha, Portugal. Começámos a restauração uma das heranças culturais portuguesas: Termas-da-Azenha, um antigo spa. Vai encontrar mosaicos e pinturas em todos os lugares. Desde Covid alugamos normalmente aos inquilinos, para um longo período de tempo.
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