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Janeiro 2026 – o mês menos favorito

Bom, é oficial: não gosto de Janeiro, e não estou sozinha.

Janeiro 2026 é especialmente mau

Se os meses fossem pessoas, Agosto seria o meu preferido. Uma mulher generosa, meiga, carinhosa, de meia-idade, que cozinha como uma profissional e é muito fértil. A irmã Julho é parecida, mas mais modesta, e a outra irmã Junho ainda mais. Em comparação, Janeiro é um idiota grosseiro, um homem demasiado grande, mal-educado e sem maneiras.

O que???????????????

Aparece de repente, fica demasiado tempo e estraga tudo. Autoconfiança, boas intenções, planos. Tem pavio curto, ataques de raiva imprevisíveis (e, caramba, nem sequer bebe), por isso anda-se a pisar ovos o mês inteiro. O Fevereiro é o seu amigo, um pestinha malvado com olhinhos pequeninos e uma gota no nariz.

Então, Março

Uma matrona inacessível, fria e distante, com apenas ocasionais e tímidas demonstrações de afeto. Imprevisível também, do tipo a que antes chamávamos maníaco-depressivo e agora chamamos “bipolar”. Nome diferente, mesmo efeito.

Muito diferente de Setembro, que também é caprichoso, mas não tão inacessível ou intenso. Ou Outubro, também uma matrona, mas uma majestosa com uma aura dourada. E também muito generosa, tal como Agosto. Novembro é um rato cinzento e Dezembro, um festeiro. Divertido, um pouco superficial, mas agradável de ter por perto com todas aquelas luzes e boa comida.

Abril e Maio são gémeos alegres e saltitantes que nos fazem sorrir. Têm as suas peculiaridades — Abril mais do que Maio — mas são sempre travessuras inofensivas. Não se pode incomodar com isso por muito tempo.

Agora estamos a lidar com as consequências da birra de Janeiro

E depois, mais algumas travessuras sorrateiras de Fevereiro. Obrigada, deuses do clima! Cinco telhados com buracos e metade do telhado da “Casa Branca” arrancado. O teto de uma das divisões também desapareceu porque Janeiro, com o seu temperamento jovial, arrombou a porta do quarto da esquina, deixando o vento entrar livremente.

O forro de gesso já está na caixa de carga. O inventário dos danos foi feito, enquanto nós tentávamos apressadamente recolocar todas as telhas no lugar. Ainda bem que tínhamos uma pilha inteira a mais, que, apesar de velhas, eram perfeitas para improvisar, porque não se vendem telhas em toda esta região.

Aparentemente, Janeiro arrependeu-se no dia seguinte: a chuva não caiu. Foi uma bênção, embora tudo tenha recomeçado no dia seguinte. Felizmente, agora temos novamente energia elétrica depois de três dias inteiros, pelo que podemos receber o aviso de que Fevereiro ainda será um pouco difícil.

Estou a escrever este blogue com lápis no papel – e só agora, passados quatro dias, é que estou ao computador. Demasiado tarde para esta semana, mas presumo que nos perdoarão.

Que bom que recuperou. Agora, tudo o que temos de fazer é aturar aquele seu amigo sarcástico e, com sorte, poderemos respirar de alívio quando chegar Março.

Dedos cruzados, maltinha.

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(Aviso: estou um pouco cansado desta coisa das palavras-chave e da ditadura do Google. Por isso, aqui estão elas, e também espero pela inteligência da IA este assunto que ainda sejam encontradas e lidas, mas que não tenha de me forçar a usar os termos certos no título e nos cabeçalhos. #Janeiro #tempestadeKristin #temposevero )

Nos mudámos em 2000 de Roterdão, Países Baixos, para Termas-da-Azenha, Portugal. Começámos a restauração uma das heranças culturais portuguesas: Termas-da-Azenha, um antigo spa. Vai encontrar mosaicos e pinturas em todos os lugares. Desde Covid alugamos normalmente aos inquilinos, para um longo período de tempo.

Todas as semanas, um pequeno blog sobre o que está a acontecer ao nosso redor. Uma leitura fácil. Uns minutos noutro mundo. Um pouco sobre o que se passa em Portugal.

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